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28/11/19 - Hospitais podem aumentar lucro e disponibilidade com gestão de ativos
Em meio à frequente variação do número de beneficiados de planos privados de saúde e de indicadores econômico-financeiros inconstantes, como a taxa de ocupação, o prazo médio de recebimentos e o índice de glosas, fazer uso de práticas que dependam exclusivamente dos hospitais, como a gestão de ativos, pode melhorar o desempenho financeiro e de riscos, seja para revigorar o fluxo de caixa do negócio ou para evitar paradas desnecessárias, ampliando a capacidade de atendimento.
Um exemplo recente foi o alcançado pela University Health System (UHS), no Texas/US, que gerou US$ 270 mil com alienação de ativos por meio de vendas on-line em leilão e reciclagem e US$ 68 mil com a reutilização de ativos excedentes, descartando compras desnecessárias. O fato, um dos exemplos trazidos pela engenheira Marisa Zampolli para o 1º Egahealth - Encontro de Gestão de Ativos do Setor da Saúde - realizado este mês no Hospital Albert Einsten em parceria com o Procobre – Instituto Brasileiro do Cobre - reforça como a ação coordenada de uma entidade pode gerar valor a partir de seus ativos.

Para a especialista, a gestão de ativos é uma mudança cultural, com foco no planejamento, que agrega à visão tradicional sobre produtos e clientes um olhar estratégico, do qual todas as áreas participam de forma integrada para obtenção de valor que os ativos são capazes de gerar para o negócio.

“A procura por um sistema de saúde eficiente, com exigências de desempenho e atendimento e com garantia de equilíbrio financeiro esbarra em pessoas e processos com metas muitas vezes conflitantes, informações com qualidade insuficiente para tomada de decisão e com a avaliação do ciclo de vida técnico do ativo descolada do ciclo de vida econômico”, realça Zampolli. A sustentabilidade de um sistema ativo-intensivo em um ambiente regulado e com margens cada vez menores, segunda ela, só será possível com a correção desses gargalos.


Gestão de ativos e de energia

O ponto-chave do debate – a gestão de ativos de energia - apoiado em experiências de aplicação das precursoras em gestão de ativos no Brasil, Enel e AES Tietê, trouxe a experiência de certificação das concessionárias e os impactos nos negócios de um setor que por também ser ativo-intensivo e ter a disponibilidade como condição prévia necessária em muito se assemelha ao setor hospitalar.

Estima-se que, na saúde, os ativos de energia concentrem 15% dos custos operacionais, estando presente em sistemas de climatização, aquecimento de água, exaustão, força motriz, informação, iluminação, ar comprimido e equipamentos médicos.

A provocação aos participantes – um público qualificado que contou com representantes da Rede D’Or, Beneficência Portuguesa, SPDM (Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina), além da própria diretoria do Einsten, que sediou o evento – contrapôs ações pontuais de eficiência energética à gestão de ativos de energia. A constatação foi de que ações pontuais não se perpetuam e que é preciso olhar para a eficiência energética como uma atividade sistêmica, implicada na cultura organizacional da empresa.

“Não basta identificar quais tipos de energia são utilizados, quais os usos significativos de energia ou como a eficiência energética pode ser alcançada. Não é só melhorar, é dizer quanto vai melhorar, aplicando uma linha com base em um levantamento inicial”, afirma Zampolli.

A engenheira acredita no pioneirismo do Einsten para motivar o setor. “O Hospital Albert Einsten, além da força de sua reputação, já conta com uma base de dados tratada e bem estabelecida, eficiência operacional e excelência de qualidade. A gestão de ativos é um processo de amadurecimento e há sinalização de que o hospital está caminhando nesse mindset para alcançar o estado da arte em suas operações”, ressalta Zampolli.

Essa nova era na administração das empresas ativo-intensivas vai ao encontro de padrões internacionais de desempenho e traz para as empresas que perseguem a sustentabilidade dos negócios uma nova proposta, estratégica, para o equilíbrio de desempenho, custos e riscos para realizar objetivos dentro de mercados competitivos.

“Com o Egahealth e a troca de conhecimento periódica sobre a gestão de ativos críticos será mais fácil ganhar eficiência e abreviar o esforço que os processos do setor demandam para alcançar a nova trilha perseguida”, garante Zampolli.


Fonte: divulgação www.expressaodasletras.com.br
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