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24/11/16 - Médico é o profissional com maior credibilidade e confiança junto ao brasileiro
No Brasil, o médico é o profissional em quem a população mais confia, segundo pesquisa realizada pelo Instituto Datafolha, a pedido do Conselho Federal de Medicina (CFM), divulgada nesta quarta-feira (23), em Brasília. Essa é a percepção de 26% dos brasileiros, que, em segundo lugar, colocam o professor (24% das menções) e o bombeiro (15%). No extremo oposto, aparecem os políticos (0,3%).
O levantamento coloca ainda a Medicina e a Educação (escolas) como a instituição ou profissão com maior credibilidade junto aos brasileiros, ambas com 19% de citações. Na segunda posição, aparece o Corpo de Bombeiros, com 15%. O Congresso Nacional mereceu apenas 0,3% das menções. O questionário foi aplicado com 2.089 pessoas entre 31 de agosto a 3 de setembro, em todas as regiões do País, em áreas metropolitanas e no interior.

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Confira aqui a a apresentação do CFM com os resultados da pesquisa

De acordo com as regiões, o médico conta com mais credibilidade e confiança junto às populações do Nordeste e do Sudeste, que apresentam índices de 31% e de 27%, respectivamente. Quando o dado é analisado em função de faixa etária, constata-se que o desempenho positivo dos médicos é melhor junto aos que têm mais de 60 anos, confiam mais nos médicos (31%), entre as mulheres (27%), nos municípios do interior do país (29%) e entre os portadores de ensino fundamental (31%).

Ao mesmo tempo em que confia nos médicos, a população reconhece que esses profissionais têm sua atuação prejudicada devido à falta de condições estruturais. Para 94% dos entrevistados, a qualidade do trabalho do médico é afetada por problemas, como as precárias condições de trabalho (41%), pelos baixos salários e pela corrupção na área de Saúde (33%, cada uma) e pela má gestão da saúde pública (28%).

Também foram apontados como fatores que impedem o pleno exercício da Medicina: a falta de acesso a exames e tratamentos de complexidade (25%); a falta de fiscalização (24%), de clínicas e de hospitais; e a ausência de leitos para internação no SUS, entre outros problemas. As condições de trabalho foram apontadas como os principais problemas para os moradores do Norte e Centro Oeste, de regiões metropolitanas, mulheres, entre 25 a 34 anos e com nível superior.

Os baixos salários foram indicados como principais problemas para os moradores da região Sudeste, das regiões metropolitanas, do sexo masculino, com mais de 60 anos e com nível fundamental. Já a corrupção na área da Saúde foi percebida como principal problema pelos homens moradores de regiões metropolitanas do Norte e Centro Oeste, com idade de 16 a 44 anos e com nível superior.
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