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28/07/16 - I Fórum de Telemedicina debate a relação com a prática médica
Com o intuito de promover a discussão entre a prática médica e os diferentes campos da Telemedicina, com atenção às evidências científicas, tecnologias e segurança disponíveis, em 19 de julho, o Conselho Federal de Medicina realizou o I fórum sobre o tema, em Brasília.
Dentre especialistas e interessados no assunto, médicos e professores universitários, Antônio Carlos Endrigo, diretor de Tecnologia de Informação da Associação Paulista de Medicina, participou do evento.

Na abertura dos trabalhos, o palestrante Chao Lung Wen, chefe da disciplina de Telemedicina do Departamento de Patologia da FMUSP, afirmou que a abrangência da Telemedicina no País pode significar uma revolução na área da Saúde, pois permite diagnóstico a acompanhamento a distância de pacientes, levando conhecimento de referência para áreas distantes. "Assim como controlamos a indústria farmacêutica, é fundamental construirmos sistemas mensuráveis para assegurar a qualidade dos aplicativos para a Saúde”.

"Às vezes, em uma cidade do interior de até 30 mil habitantes, não faz sentido ter um radiologista, mas pode ter um técnico que faça o exame e envie a imagem por meio da internet para os grandes centros médicos. O especialista pode fazer o laudo e mandar de volta, sem o paciente ter de vir para os polos hospitalares e pegar fila. Enfim, esse é um dos exemplos beneficiários dessa prática”, avalia Endrigo.

Com relação a equipamentos de monitoramentos, há os cardíacos, eletrocardiogramas, eletroencefalogramas, por exemplo, que se conectam pela internet e permitem o acompanhamento de pacientes a distância. Nessa perspectiva, Milton Steinman, coordenador médico de Telemedicina do Hospital Albert Einstein, falou de um projeto que a instituição tem desenvolvido no ramo, no qual a criação de células de atendimento possibilitará consultas com especialistas e análises de exames a distância.

Segundo o diretor de TI da APM, muitos hospitais também podem se tornar grandes polos de disseminação de conhecimento e de ensino por meio da Telemedicina. "O hospital é um estabelecimento físico e tem uma alimentação física de atendimento. Por meio da telemedicina, pode ampliar sua abrangência de atuação”, ressaltou.


Regulamentação

A questão legal pode ser considerada hoje um grande empecilho no Brasil para a expansão da Telemedicina. "Há um projeto do Governo que disponibiliza uma rede para que vários municípios brasileiros acessem serviços através da Telemedicina, mas uma regulamentação ainda impede, por exemplo, a teleconsulta, na qual o paciente só pode ser atendido por um especialista a distância se estiver ao lado de um médico naquela cidade”, esclarece Endrigo.

Segundo o diretor da APM, por isso há necessidade de o Conselho Federal de Medicina aprofundar alguns paradigmas em termos legais da área. Nesse sentido, por meio de pressão da classe médica presente no fórum, o CFM decidiu criar um comitê para analisar e modernizar as resoluções que tangem o assunto.


Segurança

Especial atenção à segurança e confidencialidade do trânsito de informações de pacientes e de médicos e dados de saúde foram alguns dos pontos críticos do encontro. "Hipóteses diagnósticas, resultados de exames, imagens e análises clínicas e prontuários são trafegados nessa comunicação, embora você precise ter outro tipo de segurança”, afirma Endrigo.

Entretanto, segundo ele, a Medicina não consegue bloquear totalmente a sociedade para se comunicar. "É fato que existem médicos conversando com seus pacientes por meios de redes sociais, por isso a cobrança ao CFM para atuar de maneira mais eficaz [na revisão da resolução CFM 1.643/2002, que determina a área da Telemedicina]”.


Modernização na APM

Em consonância com as discussões atuais, a APM está em processo de modernização de toda sua estrutura tecnológica. Essa mudança é no sentido de fortalecer a segurança das informações. "Isso não significa dizer que a não tenhamos, mas precisamos estar à frente, embora não tratemos de informações sensíveis que são identificação de pessoas, diagnósticos, resultados de exame, entre outros”, explicar o diretor de TI. O projeto está sendo desenvolvido em parceria com Hewlett Packard Enterprise (HPE).

A Associação Paulista de Medicina ainda foi convidada recentemente a participar da elaboração de projeto da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) para unificar em um sistema eletrônico as principais informações de saúde do idoso, compartilhadas entre profissionais médicos. "A minha expectativa é que tenhamos uma evolução cada vez maior tanto na Telemedicina como em outros projetos que estamos trabalhando dentro da APM”, concluiu Endrigo.
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