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17/02/16 - Quase metade dos recém-formados em medicina não estão preparados para trabalhar
Exame do CREMESP aponta falha no ensino médico paulista
O CREMESP (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo) divulgou na manhã desta quarta-feira (17/02) os resultados da avaliação de desempenho dos recém-formados em medicina.De um total de 2.726 recém-formados em medicina que participaram do exame do CREMESP (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo) em 2015, 48,13% (1.312) foram reprovados na avaliação. Segundo a entidade, o resultado mostra que quase metade desses novos profissionais não está apta a exercer uma medicina de qualidade.

Hoje o profissional consegue o registro no CRM (Conselho Regional de Medicina) mesmo tendo sido reprovado nessa avaliação, que no último ano se tornou facultativa em função de uma decisão judicial.

"O Conselho lamenta muito o resultado. São esses os profissionais que vão tratar seus filhos, amigos, família. Quase metade de reprovação é um número muito alto", afirmou Bráulio Luna Filho, coordenador do exame e professor livre-docente em cardiologia da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo). "Os participantes erraram respostas para questões básicas, 80% das perguntas eram [com grau de dificuldade] de médio para fácil", acrescentou.

Para ser aprovado, o participante precisa acertar 60% das 120 questões da prova. O exame avaliou os egressos em clínica médica, clínica cirúrgica, pediatria, ginecologia, obstetrícia, saúde pública, saúde mental, bioética e ciências básicas. De acordo com o coordenador, a maior dificuldade encontrada pelos recém-formados foi em questões nas áreas de clínica médica (50,9% de acertos) e saúde pública/epidemiologia (52,8%). Abaixo da média de 60% de acertos, o resultado por conteúdo é considerado insatisfatório. "A clínica médica é a base de quem pretende exercer a medicina. É base para quem deseja se especializar em pediatria, obstetrícia, qualquer coisa. É preocupante."

Os egressos de escolas médicas públicas tiveram desempenho melhor do que os das instituições particulares, com 73,6% e 41,2% de aprovações, respectivamente. Atualmente, existem 45 escolas médicas em atividade no estado. Dessas, 30 foram avaliadas, pois o restante ainda não formou suas primeiras turmas. Segundo o professor, as piores escolas médicas particulares são as que possuem cursos recentes e estão formando médicos em suas segundas, terceiras turmas." O preço aqui não significa qualidade. As particulares registraram um número muito alto de reprovações [58,8%]. O indivíduo paga entre 6.500 reais por mês de mensalidade e recebe esse produto [de má qualidade, má formação]."

Para mudar esse quadro, o coordenador sugere que as instituições de ensino reavaliem suas práticas de ensino, estruturas e priorizem a oferta de qualidade em seus cursos. Além disso, ele defende que o exame do CREMESP seja obrigatório para todos os recém-formados como condição para obtenção do registro do CRM.De 30 escolas médicas paulistas avaliadas, 15 instituições tiveram média de acerto igual ou maior a 60% entre seus alunos – resultado considerado satisfatório. Entre elas, nove são públicas e seis privadas. Os nomes das instituições de ensino foram divulgados em ordem alfabética e não por classificação.

FCMSCSP - Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo; Fipa - Faculdades Integradas Padre Albino; FMABC - Faculdade de Medicina do ABC; FMJ - Faculdade de Medicina de Jundiaí; Famema - Faculdade de Medicina de Marília; Famerp - Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto; PUC-Campinas - Pontifícia Universidade Católica de Campinas; PUC-SP - Pontifícia Universidade Católica de São Paulo; Unaerp - Universidade de Ribeirão Preto; USP - Universidade de São Paulo; USP-RP - Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto; Unicamp - Universidade Estadual de Campinas; Unesp - Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho; Ufscar - Universidade Federal de São Carlos; Unifesp - Universidade Federal de São Paulo


Fonte:- Bruna Souza Cruz, portal UOL, em São Paulo.












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