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21/01/16 - Hospitais combatem mortalidade na UTI com big data
Os esforços estão voltados para os riscos menos previsíveis
Cada vez mais as unidades de terapias intensivas (UTIs) têm trabalhado para reduzir mortes que poderiam ser evitadas e o Big Data tem se mostrado uma solução eficaz nesse sentido. Os casos que apresentam maiores riscos são evidenciados pelos dados analisados (Big Data).

Muitas das mortes em UTIs têm raízes em complicações evitáveis, como infecções hospitalares, coágulos sanguíneos e delirium devido a sedação excessiva. Os programas de prevenção de infecção são ações mais frequentes nos hospitais para evitar essas complicações, mas, segundo The Wall Street Journal, agora, alguns hospitais americanos estão testando abordagem que incorpora anos de dados e registros médicos, muitos dos quais nunca foram analisados em conjunto antes.

Os esforços estão voltados para os riscos menos previsíveis, já que os mais previsíveis conseguem ser mensurados pelo simples checklist.

Aplicações e investimentos com o mesmo objetivo também já são exemplos no Brasil. Recentemente a multinacional NTT DATA anunciou solução de big data para unidades de terapia intensiva. O primeiro piloto está sendo feito em parceria com o Serviço de Saúde da Andaluzia e com o Hospital Universitário Virgen del Rocio, na Espanha.

O objetivo é gerar eficiência e ter precisão na tomada de decisão clínica e no estabelecimento de prioridades assistenciais a partir da análise de grandes quantidades de dados em tempo real com a tecnologia Big Data Analytics e sua interação baseada em protocolos clínicos.
O Brasil tem um cenário promissor devido ao envelhecimento da população, que exige em geral internações de longo prazo, e o significativo aumento de internações de pacientes com várias comorbidades.

Segundo Francisco Murillo, diretor da unidade de terapia intensiva do Hospital Universitário Virgen del Rocío, “se você aplicar algoritmos suficientemente evoluídos para gerar e propor os planos de tratamento mais adequados para os pacientes, com base nos registros médicos eletrônicos e demais informações monitoradas 24 horas por dia, isso permitirá melhorar os protocolos de cuidados de saúde, aumentar a qualidade dos cuidados, a eficiência dos profissionais de UTI e reduzir efeitos adversos em pacientes”..

É fácil de perceber que essas integrações de dados, com base nos protocolos médicos, estão trazendo mudanças significativas para a eficiência e precisão do processo de tomada de decisão médica. Além disso, informações valiosas para protocolos novos ou aperfeiçoados podem ser recuperadas a partir dos dados acumulados graças ao big data.


Fonte: por Verena Souza, para o portal Saúde Business
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