TRANSLATE:
header_logo
Login
ÚLTIMAS NOTÍCIAS
23/04/15 - 7 a cada 10 pediatras sofrem agressão física no exercício da profissão
Resultado de pesquisa mostra situação insegura para profissionais
A Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP) encomendou, junto ao Instituto Datafolha, pesquisa sobre o perfil e atuação do médico pediatra no Estado. Entre os resultados, um dado alarmante: a violência que cerceia a rotina destes profissionais.

Sete em cada dez pediatras passaram por algum tipo de ato violento durante o exercício profissional. Destes, 63% relatam agressão psicológica, 10% física e 4% vivenciaram algum tipo de cyberbullyng. Nota-se, ainda, que quanto mais jovem, maior o registro de ataques: 74% dos que confirmaram algum episódio de agressão têm entre 27 e 34 anos, contra 43% para aqueles com 60 anos ou mais.

Há uma falha no sistema de saúde que reflete diretamente na qualidade do atendimento: o pronto socorro substituindo as consultas rotineiras. Pela dificuldade de agendar consulta, as mães recorrem ao PS, com a ideia de que terá resolutividade, com o diagnóstico e tratamento imediatos. Somente no consultório do pediatra que a assistência promovera a saúde, a prevenção de doenças e orientações sobre os cuidados mais importantes.

Este é um dos fatores preponderantes como causadores da frustração e revolta dos pais, com a consequência de atos violentos contra os médicos. Estas agressões refletem, também, a deficiência da saúde.

No momento, pelo aumento da demanda nos prontos socorros, os casos de agressão aos profissionais que lá trabalham sobrecarregados têm aumentado, lamentavelmente, pois os médicos são tão vítimas do mau funcionamento do sistema quanto os cidadãos.

Atualmente, São Paulo conta com um pediatra para cada 1390 crianças; isso no Estado que tem 28,8% dos pediatras do país. Eles dedicam apenas um terço do tempo para atender convênios. Em média, este especialista tem 2,5 trabalhos em lugares diferentes, atuando cerca de 50 horas semanais - 20% dos entrevistados trabalham mais do que 60 horas semanais enquanto 51% trabalham à noite e 61% aos fins de semana.

A remuneração baixa nos sistemas público e suplementar e as condições de trabalhos disponíveis a estes profissionais – prejudica a qualidade do atendimento, afetando a relação dos cuidadores com os médicos, tornando-se motivos para que os pediatras sintam-se ameaçados, desrespeitados e inseguros em seu local de atuação.
Apoio:
xhl


sicredi
Blog
A tecnologia pode ajudar a sustentabilidade do sistema de saúde do Brasil
A discussão de compliance e ética no CQH 2018
Destaques
O impacto da pandemia no futuro dos espaços em saúde
Exame de Obtenção de Título de Especialista em Medicina Preventiva e Social e Certificado de Área de Atuação em Administração em Saúde 2020
Webinar - A Arquitetura e Engenharia Hospitalar contribuindo para o Controle da Infecção Hospitalar
2020 - Concursos para obtenção de título de especialista em medicina preventiva e certificado de área de atuação em administração em saúde
Curso da APM ajuda na sustentabilidade de empreendimentos médicos
Liderança 4.0
Mais Recentes
O impacto da pandemia no futuro dos espaços em saúde 22/09/20
Mais Lidas
1Manual de Indicadores de Enfermagem NAGEH 2012
2Rumo à Excelência: Critérios para avaliação do desempenho e diagnóstico organizacional
3CQH - Roteiro de Visitas
43º Caderno de Indicadores CQH - 2009
5Manual de Gestão Hospitalar
6Por que e como aderir ao Programa CQH
7Acreditação hospitalar: um movimento inexorável?
8Manual de Gestão Hospitalar do CQH
9Prêmio Nacional da Gestão em Saúde - Ciclo 2015-2016: Regulamento e Instruções para Candidatura
10Grupo de Indicadores de Enfermagem

apmsompas