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02/03/15 - A volta da peste negra
Epidemia da Idade Média faz vítimas em Madagascar
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Doença que matou 50 milhões de pessoas no século XIV volta a preocupar as autoridades de saúde em todo o mundo: a Peste Negra, também conhecida como Peste Bubônica, infectou 263 pessoas na Ilha de Madagascar, levando ao óbito 71 delas, desde novembro passado, segundo nota da Organização Mundial da Saúde, divulgada no início de fevereiro de 2015. Causada pela bactéria Yersinia pestis (bacilo gram -negativo), presente em pulgas de ratos pretos e outros roedores, foi responsável por uma das mais violentas epidemias da História.

Com mortalidade variando entre 30% e 60% se não tratada, a doença é considerada erradicada na maior parte do planeta. Em 2013, 783 casos e 126 mortes foram registrados em todo o mundo. Na atualidade, um dos países mais atingidos, é o arquipélago africano, Madagascar e isso vem ocorrendo em decorrência das más condições de saneamento básico já existentes; agravadas pela ocorrência de enchentes tropicais do Oceano Índico, além de um ciclone que atingiu o país em janeiro deste ano piorando o cenário na região.

A nomenclatura negra tem origem pelas lesões na pele dos doentes; grandes manchas escuras em diversas partes do corpo, seguidas por inchaços em locais e de gânglios do sistema linfático, como virilha e axilas, que podem chegar ao tamanho de uma maçã sendo denominados de ‘bubões’, que originou o nome da doença como peste bubônica.

O período de incubação varia de dois a seis dias. Entre um a quatro dias após a contaminação o paciente apresenta febre alta, mialgia, dor de cabeça e fraqueza. Rapidamente observa-se aumento e dor em um ou mais bubões, em geral onde houve a picada de pulgas, frequentemente nas pernas. Além disso, podem ocorrer sintomas gastrointestinais, como náuseas, vômitos, diarréia, dor abdominal, entre outros.

O diagnóstico deve ser o mais precoce possível, uma vez que pode levar o individuo à morte em pouco tempo após a contaminação. Existem duas formas da Peste: pneumônica e septicêmica. Na primeira, há transmissão diretamente de pessoa para pessoa por meio do ar que leva o microorganismo ao pulmão, acarretando em uma pneumonia em geral fatal – o que ocorre em 8% dos casos. Na outra forma de manifestação, a bactéria se multiplica dentro da corrente sanguínea e provoca hemorragia em vários órgãos.

Com a globalização e os movimentos de pessoas entre países, qualquer doença pode percorrer continentes rapidamente, desde que exista um ambiente propício para permanecerem. Como é no caso específico da Peste Negra, onde são necessárias condições propícias para o seu desenvolvimento, relacionadas, sobretudo, à presença de doentes não diagnosticados/tratados e condições precárias de higiene, moradias, assim como ausência de saneamento básico, que promovem uma alta incidência de ratos e pulgas que ficam sem controle.

Em Madagascar, a capital, Antananarivo, é a região mais afetada – principalmente pela existência de favelas populosas, sem condições adequadas de moradia. A Peste bubônica tem sido observada nesta região de forma endêmica, em alguns locais, tendo emergido, nos últimos tempos, após um período de seca, seguido por temporada chuvosa, principalmente quando a temperatura estava abaixo dos 26°C; por isso o pico, observado nos últimos tempos, aconteceu entre os meses de novembro e dezembro, com possibilidade de prosseguir até abril. O que garantirá a diferença entre os tempos de hoje e os tempos medievais é a adoção sistemática de medidas de barreiras locais onde há registros da doença, como o diagnóstico precoce de doentes e ou casos suspeitos através de testes laboratoriais rápidos, assim como os seus isolamentos e tratamento imediato com antibióticos.
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