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11/09/14 - Em Londrina, crescimento dos planos de saúde estrangulam rede hospitalar
Enquanto o número de beneficiários aumentou 21%, o número de leitos privados cresceu 0,9% na cidade paranaense.
Os planos de saúde surgiram para ocupar um espaço deixado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e se tornaram a prova cabal da falência da saúde pública. O segmento ganhou espaço no Brasil e é hoje um dos maiores sistemas privados de saúde do mundo. O problema é que a rede de hospitais privados não tem acompanhado essa demanda. Em Londrina, enquanto o número de beneficiários dos convênios aumentou 21,6%, entre 2009 e 2013, o número de leitos privados nos hospitais da cidade cresceu apenas 0,9% no período.

Em dezembro de 2009, 154.409 londrinenses eram beneficiários de algum plano de saúde. Quatro anos depois, em dezembro de 2013, esse número já era de 187.737. Nos hospitais particulares, o número de leitos era 1.193, em 2009, e 1.204, em 2013. Os números consolidados pela Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp) a partir de dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e do DataSUS mostram que para os mais de 33 mil novos usuários, apenas 11 leitos foram criados.


Internação domiciliar pode ser a saída

A presidente do Sindicato dos Hospitais e Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Londrina, Artemísia Martins, confirma que existe um déficit de leitos e não só em Londrina. Para ela, a saída está mais na mudança de métodos do que na criação de novos leitos. “Como o investimento para criar um novo leito é alto, a tendência é que os hospitais invistam na internação domiciliar”, afirma. “O paciente, às vezes, fica cinco ou seis dias no hospital só para tomar antibiótico. Isso pode ser feito em casa, de uma forma mais humanizada, junto da família.” Com a internação domiciliar, os hospitais estariam mais disponíveis para casos graves. Graças às técnicas mais avançadas, segundo Artemísia, o tempo médio das internações já tem sido menor. “Antes, um caso que exigia cinco dias de internação, hoje exige apenas dois.” Por isso, na visão dela, os hospitais precisam se modernizar cada vez mais para aumentar a eficiência, mas as operadoras dos planos de saúde também devem dar sua contribuição. “Os planos precisam trabalhar com prevenção, com a gestão de pacientes crônicos, para que haja menos internações.”

O crescimento no número de beneficiários deve-se à diversificação nos planos, que passaram a atingir novas fatias de consumidores. “Vários planos estão direcionando seus focos para as classes C e D, que antes não tinham acesso a planos de saúde”, afirma o diretor da Classmed, Ednelson Melo. Somam-se a isso as dificuldades financeiras enfrentadas pela maioria dos hospitais. “Faltam investimentos por parte do governo e a iniciativa privada investe pouco. Nos últimos seis ou sete anos, Londrina só ganhou um hospital novo.”

Essa desconexão entre a evolução dos planos e a dos hospitais explica o estrangulamento também no atendimento privado. Hoje, os beneficiários de planos de saúde que buscam um pronto atendimento nos hospitais privados da cidade acabam enfrentando filas tão longas quanto aquelas das unidades públicas.

De acordo com o superintendente de Desenvolvimento da Unimed, Weber Guimarães, é obrigação dos planos de saúde manter uma rede de atendimento adequada para atender aos clientes. Mas, em Londrina, os hospitais que atendem aos convênios também atendem ao SUS. “Acabamos disputando leitos com o SUS e com os outros planos”, explica.

Segundo ele, esse é um dos motivos da verticalização na saúde suplementar, em que hospitais criam suas próprias operadoras de planos de saúde e operadoras de planos de saúde passam a oferecer serviços próprios para os beneficiários. “Temos tentado criar um hospital próprio, principalmente por causa do pronto atendimento. Assim, seria possível fazer a gestão dos custos e gerir melhor do que comprando o serviço fora.”


Fonte: Jornal de Londrina – 09/09/2014
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