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INFORMAÇÃO, CONHECIMENTO E TECNOLOGIAS
Tablets ganham tempo no trabalho dos profissionais de saúde
Ganhos de produtividade na prática clínica, utilizando o tablet, podem ser de mais de uma hora por dia
O Dr. Harish Gagneja, gastroenterologista, em Austin, Texas, disse que o tempo que ele gasta com seus pacientes no consultório não mudou muito desde que começou a usar um tablet. Mas ele é capaz de realizar mais nesse tempo, como resultado do uso do tablet.

Antes do tablet, Dr. Gagneja regularmente deixava o paciente para acessar o sistema de medicamentos, verificar formulários e contactar seguradoras. Tudo isso agora é feito ao lado do paciente, utilizando aplicativos para verificar os dados de medicamentos, ou aplicativos que lhe permitem compartilhar desenhos anatômicos com os pacientes para explicar os procedimentos. Ao eliminar o tempo gasto em procurar informações, o Dr. Gagneja disse que ele é capaz de passar mais tempo frente a frente com os pacientes, fazendo do tempo de consulta uma experiência interativa para eles.

Dr. Gagneja é um dos quase dois em cada três médicos utilizando um tablet na prática clínica. Uma pesquisa recente sugere o motivo pelo qual tantos médicos adotaram a tecnologia.

De acordo com um estudo realizado pela empresa de tecnologia CDW, os profissionais em geral ganham cerca de 1,1 horas de produtividade por dia, usando um computador tablet. Para os profissionais de saúde, os ganhos de produtividade são ligeiramente mais elevados: 1,2 horas por dia.

CDW entrevistou 152 profissionais de saúde usuários de tablets como parte de uma pesquisa maior de 610 profissionais de diversos setores, que foi publicada em dezembro de 2012. Os profissionais de saúde disseram que gastam uma média de 2,4 horas por dia em um tablet. Oitenta e seis por cento disseram que o tablet os torna melhores em multitarefas, 74% disseram que melhora o fluxo de trabalho, 66% disseram que ajuda a aumentar a colaboração com colegas de trabalho, e 91% disseram que melhora a sua capacidade de acessar informações em qualquer lugar.

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Os ganhos de eficiência

Quando o iPad da Apple foi lançado em 2010, o que provocou o boom de tablets atual, houve muita discussão sobre os usos clínicos para eles, disse Jonathan Karl, diretor de vendas da área de Saúde CDW. Mas muitos usuários descobriram que as aplicações clínicas, especialmente sistemas de registro eletrônico de saúde, não foram otimizados para uso em tablets. As coisas estão se movendo nessa direção, disse ele, mas, entretanto, os médicos estão usando tablets para economizar tempo em outras áreas, tais como e-mail, educação do paciente e navegação na web.

Sessenta e dois por cento dos médicos possuem um computador tablet, acima dos 27% em 2011, de acordo com Manhattan Research, "Taking the Pulse U.S. 2012", levantamento de 3.015 médicos em 25 especialidades que foi realizado no início de 2012.

Apesar de outros dispositivos, como computadores de mesa, que não tem a portabilidade que atrai médicos para os tablets, eles ainda estão sendo usados. A pesquisa constatou que profissionas de saúde passam uma média de 31% de seu tempo de computação em um tablet, com o restante gasto em desktops, laptops e smartphones.

Tablets permitem pronto acesso a informações que muitas vezes não pode ser vista numa tela de smartphone, e que também não podem esperar por um computador de mesa. Porque eles são menores, mais leves, e têm mais duração da bateria do que os laptops, os tablets podem ser transportado e utilizado ao longo do dia para realizar tarefas como e-mail e agendamento de pacientes no ato.

Kelly Rakowski, diretor-gerente de prática profissional de saúde da consultoria Accenture, disse que tem visto os médicos experimentar grandes ganhos de produtividade com o uso do tablet por causa da facilidade com que eles podem acessar e compartilhar informações com seus colegas. Eles podem enviar pedidos para um especialista, por exemplo, antes de o paciente deixar o consultório, eliminando a necessidade do trabalho burocrático, no final do dia.

Dr. Gagneja disse que ele não tem que fazer muitos telefonemas que ele fazia no passado. Ele disse que o tempo que ele economiza, eliminando as amabilidades necessárias que vêm com um telefonema pode salvar até mais de um hora. Ele disse que ele é capaz de chegar diretamente ao ponto com um e-mail, que pode ser enviado a partir de praticamente qualquer lugar.

A economia de tempo é um outro recurso em seu aplicativo de referência de drogas que coleta e gerencia notícias médicas específicas para o seu campo. Ele disse que a informação relevante é entregue ao seu tablet, eliminando a necessidade de pesquisar e ler através de uma coleção de artigos para encontrar itens específicos para os seus interesses. Ele vai a leitura, sempre que ele tem alguns momentos de sobra.

"Com base nos ganhos de produtividade que temos visto apenas no uso da Web, email e agenda ... Eu acho que é seguro afimar que serão vistos usos mais criativos e mais maneiras de usar os tablets de forma eficaz", disse Karl. Tempo que é retirado de cada visita ou de cada tarefa vai significar mais ganhos de produtividade, disse ele.

Rakowski espera que os usos de tablets irão crescer com novos recursos sendo introduzidos. Ela disse que duas grandes oportunidades estão em telemedicina e monitoramento remoto realizado por meio de um tablet.

Uma indústria que já está sentindo a pressão do tablet é a da educação médica continuada.

"Os consumidores são altos usuários de tablets, e os médicos são usuários mais altos", disse Marissa Seligman, PharmD, chefe de assuntos clínicos e regulamentares e Compliance Officer para DBC Pri-Med, empresa de educação médica baseada em Boston. Ela disse que o uso médico dos tablets levou a mais interesse em educação online.

"Há uma fome" para este tipo de aprendizado, ela disse, e isso é um resultado direto de mais médicos usando tablets.

Dr. Gagneja tem visto evidências em seu trabalho que o uso de tablet vai continuar a aumentar. Ele disse que cerca de metade dos 26 médicos do serviço usam tablets por iniciativa própria, mas ele prevê um uso difundido no futuro próximo. O tablet "é uma ferramenta muito, muito poderosa e tem me feito muito produtivo", disse ele. "E ainda mais, aumentou a satisfação do paciente."

Fonte: American Medical Association - News

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