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ASSOCIAÇÃO MÉDICA BRASILEIRA (AMB) QUER EXAME NACIONAL DE PROFICIÊNCIA EM MEDICINA
91% dos brasileiros apoiam a criação do exame
.Para AMB, os estudantes de medicina ou mesmo os médicos recém-formados, diplomados pelas universidades, só podem ter licença para atuar (registro profissional no CFM) depois que forem aprovados pelo Exame Nacional de Proficiência em Medicina. A entidade há muito vem se posicionando sobre a necessidade de uma avaliação que realmente preserve o cidadão do risco que é ser atendido por um médico malformado. As escolas médicas precisam ser avaliadas e os alunos também. E quem não está preparado não pode exercer a medicina.
Médico bem formado custa caro. Mas médico malformado, custa mais caro ainda. Ele é um risco para a saúde pública, pois está muito mais suscetível a erros e porque sobrecarrega o sistema: diagnósticos mal feitos geram exames desnecessários, medicação inadequada e aumento de internações. O sistema de saúde já é subfinanciado, que acaba ainda sendo sacrificado por conta deste quadro que só vem aumentando. E, infelizmente, todas as ações do governo são na direção contrária à solução necessária.
Segundo o Datafolha, é quase total o apoio da população à exigência de um exame para garantir a qualidade dos médicos de ingressarem no mercado de trabalho. Foram ouvidas 4.060 pessoas, acima de 16 anos, em pesquisa conduzida pelo Datafolha. A margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos. 35% dos entrevistados disseram que a qualificação dos médicos brasileiros piorou nos últimos anos.
Há grande convergência de opinião em torno do tema. Quase todas as entidades médicas são a favor de exame semelhante ao proposto pela AMB. Há quem divirja do formato. Há muito tempo é quase unânime a concordância de que deve haver um “exame da ordem”, para os egressos dos cursos de medicina, como ocorre com os advogados. Os conselhos de medicina precisam a prerrogativa de não registrar o profissional que não tiver sido aprovado pelo Exame Nacional de Proficiência em Medicina. Hoje não há esta prerrogativa e mesmo os médicos que tiveram desempenho insuficiente nos exames, ou nem participaram destes, podem receber o registro profissional.
Para a AMB, é fundamental que o exame seja nacional e obrigatório. Além disso, o aluno não pode ser avaliado somente depois de concluído o curso, mas que sejam feitas avaliações seriadas, como é feito em diversos países, ao final do segundo, do quarto e do sexto ano. Isso permite que o estudante identifique seus pontos fracos e, junto com a escola, possa atuar para correção destas fragilidades. Desta forma, as próprias escolas podem avaliar e corrigir os problemas identificados nas avaliações. O Exame Nacional de Proficiência em Medicina terá grande impacto na qualificação do estudante de medicina e garantirá maior qualidade no atendimento da população. E também será importante para avaliação das escolas médicas, principalmente das que foram abertas sem as condições necessárias para formação de bons profissionais.
A proposta da AMB é de que brasileiros ou estrangeiros formados em medicina fora do país também deverão passar pelo mesmo Exame de Proficiência em Medicina. E só depois de aprovados poderão receber o registro profissional que autorização para atuar como médico no território nacional. O exame só poderá ser feito depois de o médico ter passado pelo Revalida, processo do Ministério da Educação que avalia a adequação do curso feito no exterior aos parâmetros brasileiros.
Diversos exames semelhantes têm sido realizados por entidades médicas brasileiras, mas de forma isolada, como o Exame do CREMESP e do CREMERS. Os resultados são alarmantes. E deixam claro que há em curso um verdadeiro descaso com a qualidade do ensino médico no Brasil. “Precisamos de um exame nacional, construído de forma que se possa avaliar realmente e de forma assertiva o nível do ensino médico que está sendo dado aos alunos e a qualidade dos profissionais que estão sendo formados”, afirma Lincoln.
No último exame do CREMESP divulgado em fevereiro, revela de forma clara o total despreparo de um contingente grande de médicos formados:
• 81% não souberam interpretar uma mamografia
• 78% erraram o diagnóstico de diabetes
• 75% não identificaram tratamento para hemorragia digestiva alta
Para viabilizar estas mudanças, principalmente com a segurança jurídica necessária, a Associação Médica Brasileira levará ao Governo Federal e ao Congresso uma proposta de Projeto de Lei.
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