TRANSLATE:
header_logo
Login
ÚLTIMAS NOTÍCIAS
24/10/16 - Consultas virtuais e monitoramento remoto. Bem-vindo ao futuro!
NOVAS TECNOLOGIAS TÊM REVOLUCIONADO O ATENDIMENTO MÉDICO, COMO A TELEMEDICINA, QUE PERMITE ACOMPANHAMENTO CLÍNICO COM ESPECIALISTA A DISTÂNCIA. ENTRETANTO, O PAÍS AINDA PRECISA SUPERAR ENTRAVES PONTUAIS PARA O PLENO AVANÇO DA FERRAMENTA
Em curto espaço de tempo, mais precisamente entre as décadas de 1970 e 1990, emergiu-se a nova era tecnológica da informação. Esse novo paradigma reestruturou as formas de relacionamento, pautadas no dinamismo e imediatismo, e convergiu as áreas de conhecimento.

Neste momento surge a Telemedicina, que possibilita a diminuição das fronteiras para o provimento de serviço e de acesso à Saúde. A área é dirigida para finalidades assistenciais, em interconsulta, telediagnósticos, teletriagem, vigilância epidemiológica, atualização profissional continuada (teleducação) e promoção de saúde.

A Universidade de São Paulo começou a interagir a informática com a área médica em 1985, com a implantação de uma disciplina sobre o tema em sua Facul dade de Medicina. Com a popularização da internet, em 1997, houve o aprofundamento da ideia de uma ferramenta virtual de saúde, similar ao modelo da Telemedicina influente nos Estados Unidos desde os anos 1960.

A faculdade possui em seu currículo avanços no uso de tecnologias interativas para potencializar a assistência e educação em Saúde. Na área de telediagnóstico, está em fase de expansão o uso de escâner de lâminas de patologia para análise a distância e impressora 3D para reconstrução de estruturas anatômicas. "Muitas vezes, esses recursos são utilizados para propósitos educacionais, ou seja, no lugar de microscópio, o aluno usa um computador para ter o aprendizado de leitura de imagens microscópicas de lâminas e as estruturas para aprendizado de Anatomia Aplicada Morfofuncional baseada em ultrassom”, explica Chao Lung Wen, chefe da disciplina de Telemedicina do Departamento de Patologia da FMUSP.

imagem



Outras iniciativas

Em 1999, o Hospital Sírio-Libanês foi a primeira unidade hospitalar brasileira a fazer teleconferência com profissionais renomados de instituições do exterior para resolver casos complexos. Um ano depois, realizou o primeiro procedimento telecirúrgico, guiado por um cirurgião localizado no Hospital John Hopkins em Baltimore (EUA) e conduzido por um grupo de urologistas brasileiros em um robô cirúrgico.

Gisleine Eimantas, superintendente de Ensino do Hospital Sírio-Libanês, afirma que hoje a tecnologia é utilizada no hospital principalmente nas discussões de casos clínicos com as mais renomadas instituições, internacionais e nacionais, com interação simultânea durante as reuniões científicas do hospital. "Tem importante aplicação também na área de ensino, fazendo parte dos programas educacionais de abrangência nacional, internacional e dos Projetos de apoio ao SUS.”

O Hospital Albert Einstein também investe em projetosque visam consultas com especialistas e análises de exames a distância. Milton Steinman, coordenador do Serviço de Telemedicina da instituição, informa que com o fundo arrecadado em razão da isenção fiscal das entidades filantrópicas, o hospital tem desenvolvido ferramentas com ênfase no aumento da segurança dos pacientes e profissionais de Saúde e do acesso a especialistas, sob perspectiva público-privada.

"Em parceria com o Ministério da Saúde, o hospital desenvolveu um programa que permite que as equipes do pronto-socorro e da unidade de terapia intensiva (UTI) de hospitais públicos recebam apoio em tempo real dos nossos especialistas”, diz. Atualmente, 22 hospitais fazem parte do projeto, distribuídos ao longo das diferentes regiões, em especial Centro-Oeste, Norte e Nordeste.

De acordo com Gisleine, as novas tecnologias têm revolucionado o atendimento em Saúde no País nos últimos anos. Grande parte dos estados brasileiros já possui algum grupo que trabalha com a Telemedicina, seja em fases iniciais ou mais avançadas, com presença importante na Atenção Primária e Saúde da Família, Cuidados Domiciliares, Medicina Paliativa, Emergências e Urgências e Campanhas de Saúde.

De forma semelhante à Medicina convencional, presencial, esse conjunto de recursos associados a uma rede de comunicação tecnológica também segue uma organização específica. Como esclarece Chao, são necessárias padronizações dos diversos serviços e treinamentos prévios para garantir a funcionalidade e eficiência.

"Habilitação profissional no uso de tecnologia para interação a distância, telepropedêutica, envio de dados clínicos mínimos, viabilização de suportes de comunicação e disponibilização de equipamentos homologados, infraestrutura para garantir sigilo e segurança de dados digitais e sistemática de qualidade de serviços, entre outros itens importantes”, exemplifica.


Ainda falta apoio

Apesar de haver diversas iniciativas no País, segundo o chefe de Telemedicina da FMUSP, nos últimos seis anos não houve avanços conceituais na área. Para ele, a carência de empresas tecnológicas que produza dispositivos inovadores, a lenta incorporação e difusão dos novos aparelhos de apoio propedêutico, a defasagem nas normas médicas e a falta de matéria obrigatória de Telemedicina para graduação e residência médica são os fatores determinantes desta estagnação. "As atividades ainda se limitam as que já eram realizadas na década passada, como teleconsultoria e telediagnóstico”, elucida.

O especialista reitera que a organização e a validação de serviços da área ocorrem de forma estruturada e constante em países mais desenvolvidos, em virtude de investimentos contínuos dos órgãos públicos e privados. "No Brasil, os projetos ocorrem de forma isolada e sem efetivo apoio das instituições nas quais os grupos de pesquisas estão vinculados”, contrapõe. "As ações brasileiras ainda são modestas quando comparadas às dos Estados Unidos ou de países da Europa, onde tornaram-se parte da rotina de hospitais e grandes centros de saúde. O mercado internacional atualmente envolve bilhões de dólares para o desenvolvimento de dispositivos, softwares e aplicativos móveis para atuação a distância”, acrescenta Gisleine.

Além disso, Antônio Carlos Endrigo, diretor de Tecnologia de Informação da Associação Paulista de Medicina, destaca a questão legal brasileira como um grande empecilho para a expansão da área, e que precisa ser reformulada. "Há um projeto do Governo que estabelece uma rede tecnológica em vários municípios e disponibiliza serviços através da Telemedicina, mas a ausência de regulamentação ainda impede seu pleno desenvolvimento”, ressalta.

A teleconsulta em que o paciente, em determinada cidade, só pode ser atendido por um especialista a distância se estiver acompanhado por um médico daquela região é um exemplo citado por Endrigo para pontuar esse retrocesso. "Por isso, a necessidade de o Conselho Federal de Medicina aprofundar e ampliar a área, com a quebra de alguns modelos em termos de regulamentação da Telemedicina, para que essa possa ser mais eficiente e moderna”, conclui.


Fonte: Revista da APM - edição 682 - outubro 2016
Apoio:
xhl


sicredi
Blog
A tecnologia pode ajudar a sustentabilidade do sistema de saúde do Brasil
A discussão de compliance e ética no CQH 2018
Destaques
2019 - Concursos para obtenção de título de especialista em medicina preventiva e certificado de área de atuação em administração em saúde
CQH: Hospital Regional de Presidente Prudente recebe selo
Em 25/10/2018, o Hospital Policlin de Taubaté recebeu selo do Programa CQH
Santa Casa de Limeira recebe Selo de Conformidade do Programa CQH
Haino Burmester é homenageado por trabalho à frente do CQH
Hospital Netto Campello recebe selo do CQH
Mais Recentes
EUROFARMA E KNIGHT THERAPEUTICS DISPUTAM A BIOTOSCANA 21/10/19
PRÉ LANÇAMENTO “GESTÃO DE PESSOAS EM SAÚDE”: 11/10/19
FLEURY COMPRA DIAGMAX 08/10/19
AUTOGESTÃO 07/10/19
Apresentações 30/09/19
Apresentações 30/09/19
PROTEÇÃO DE DADOS PESSOAIS 27/09/19
SÍNDROME DE BURNOUT 23/09/19
LIDERANÇA COMO FERRAMENTA DE GESTÃO 23/09/19
GOVERNANÇA CORPORATIVA 23/09/19
Mais Lidas
1Manual de Indicadores de Enfermagem NAGEH 2012
2Rumo à Excelência: Critérios para avaliação do desempenho e diagnóstico organizacional
3CQH - Roteiro de Visitas
43º Caderno de Indicadores CQH - 2009
5Manual de Gestão Hospitalar
6Por que e como aderir ao Programa CQH
7Acreditação hospitalar: um movimento inexorável?
8Manual de Gestão Hospitalar do CQH
9Prêmio Nacional da Gestão em Saúde - Ciclo 2015-2016: Regulamento e Instruções para Candidatura
10Manual de Gestão - Organização, Processos e Práticas de Liderança