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INFORMAÇÃO, CONHECIMENTO E TECNOLOGIAS
Telemedicina: Aguardando na sala de espera
A muito aguardada revolução em cuidados de saúde pode finalmente estar prestes a chegar
A idéia dos cuidados de saúde prestados utilizando equipamentos de telecomunicações tem uma história longa. Radio News, uma revista norte-americana, dedicou sua capa a um paciente, em casa, consultando um médico, enquanto este fazia uma cirurgia, através de um link de televisão, já em 1924. Quando a Nasa começou a monitorar os astronautas no espaço em 1960, a fantasia tornou-se realidade. A telemedicina tem sido apontada como o futuro da saúde desde então.


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Mas mesmo smartphones e tablets não conseguiram inaugurar a revolução da telemedicina. A maioria dos cuidados de saúde ainda acontece face a face. Agora, os entusiastas dizem que a espera está quase no fim. Os governos têm sido lentos em adotar uma abordagem que poderia melhorar a cobertura e os resultados, bem como poupar dinheiro. Mas eles estão sob pressão crescente pelo envelhecimento da população e pelo aumento das doenças crônicas, que comprometem os orçamentos públicos.

Em uma conferência da indústria em Roma, em 7 e 8 de outubro, os participantes discutiram os problemas que devem ser resolvidos se o dia da telemedicina está por vir. Eles incluem redesenhar as leis e sistemas de remuneração criados para atendimento presencial, e encontrar formas de manter os dados dos pacientes seguros e privados.

Nos Estados Unidos, o maior mercado de cuidados de saúde do mundo e com maior número de médicos licenciados, a jurisdição depende da localização do paciente, não do médico. Assim, o médico precisa ser licenciado em todos os estados onde ele irá atender pacientes, e atender aos padrões de atendimentos, que René Quashie, um advogado em saúde, diz serem "complicados, incoerentes e por vezes contraditórios".

A situação na União Europeia é mais simples: os países não podem aprovar leis que impeçam os médicos de praticam telemedicina, e os médicos só precisam ser licenciados em um país para a prática em todos. Mas os Estados-Membros não concordam com a possibilidade de pagar os cuidados que são administrados remotamente; alguns, incluindo a Alemanha, raramente pagam por eles.

Nos Estados Unidos, apenas 21 estados determinam que a telemedicina deva ser paga na mesma tabela que os cuidados face a face. No nível federal, a Administração de Veteranos tem abraçado a telemedicina, enquanto o Medicare, o programa de saúde pública para os idosos, em grande parte o ignora. Mas os empregadores privados e as seguradoras estão cada vez mais dispostos a pagar pela telemedicina, incentivados por uma mudança, pagando médicos por pacotes de cuidado, em vez de por serviço. Isto "abriu a porta" aos cuidados remotos, diz Jonathan Linkous da American Association of Telemedicine.

A telemedicina é mais do que um bate-papo via Skype entre médico e paciente, diz Michael Young, que trabalha no atendimento remoto pela Universidade da Carolina do Norte. A tecnologia pode ser semelhante, mas a necessidade de segurança e privacidade é bem maior. No início deste ano, o FBI alertou os profissionais de saúde norte-americanos que os seus sistemas de segurança cibernética não eram lá essas coisas. As versões eletrônicas de documentos sensíveis, tais como raios-X ou prontuários devem ser tão seguro quanto os de papel. Isso é difícil quando eles estão voando através do ciberespaço. Em agosto, um dos maiores grupos hospitalares dos Estados Unidos disse que hackers chineses haviam roubado dados sobre 4,5 milhões de pacientes.

Alguns países pequenos estão na vanguarda. O sistema de saúde de Israel é totalmente digitalizado: todos os médicos usam registros médicos eletrônicos, e os pacientes têm acesso aos seus dados. Os médicos podem escrever uma receita eletrônica e encaminham os pacientes para especialistas através da internet. O Ministério da Saúde notou um aumento na telemedicina em 2010 e introduziu diretrizes relativamente permissivas em 2012.

A China está gastando bilhões na reforma do seu sistema de cuidados de saúde, com foco na telemedicina. Mas o grande interesse não é garantia de sucesso em qualquer país. "Se você tem um sistema caótico e adicionar a tecnologia, você terá um sistema caótico com a tecnologia", diz Peteris Zilgalvis, um oficial de saúde da Comissão Europeia. A telemedicina pode até aumentar os custos se for adicionado a velhas rotinas, em vez de substituí-las. Também, há poucas evidências de sua relação custo-eficácia, diz Marc Lange da Associação Europeia de Telemática em Saúde, porque os estudos são feitos apenas em cima de cuidados básicos.

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The Radio Doctor of the Future -- Maybe! Remote diagnosis, with television and audio, as doctor interviews the patients and a prescription is automatically printed. Science fiction then, stark reality today.



Luzes, câmera, interação

Alguns médicos têm sido relutantes em abraçar a telemedicina, diz Nils Kolstrup, um médico norueguês, temendo que isso possa diminuir a sua autoridade, tornando mais fácil para os pacientes consultar em outros lugares. Os pacientes também podem sentir que estão sendo iludidos com um atendimento de segunda categoria, e os governos temem que poderia estimular e aumentar a procura or atendimento médico, especialmente de casos irrelevantes.

Assim, os países em que os recursos são limitados ou inexistentes podem ser mais rápidos em fazer a mudança. Ruanda, por exemplo, tem falta de oncologistas, por isso, especialistas norte-americanos são chamados para consultas em casos difíceis. Os médicos da Clínica Cleveland olham tumores em vários países africanos. Mas se a telemedicina está prestes a decolar, os países grandes e ricos devem adotá-la por um motivo não menos importante: porque é aí que está o dinheiro.


Fonte: traduzido de The Economist - Oct 11th 2014 - From the print edition
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