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15/09/16, 14:26
Crise leva famílias para baixo de viaduto; "tenho medo que me tirem daqui', diz uma delas. Grupo formado por 120 pessoas divide área debaixo do viaduto Guadalajara, na região central de São Paulo, por conta da crise econômica no País. Este o legado de 14 anos de PT; e ainda há os que dizem que houve diminuição da pobreza e melhor distribuição de renda.
Sem trabalho, Simone Kelly não conseguiu pagar o aluguel e foi morar embaixo de viaduto com o filho de 1 ano O lençol branco improvisado marca a entrada do cômodo de pouco mais de seis metros quadrados que a artesã Simone Kelly, de 36 anos, chama de casa. Dentro do espaço, um amontado de pertences: uma cama de casal, roupas guardadas em caixas de papelão, um fogão.

Simone e sua família fazem parte do grupo de 120 pessoas que dividem uma área debaixo do viaduto Guadalajara, na região central de São Paulo. Ela diz estar entre as vítimas da crise econômica que atingiu o País nos últimos tempos. Até três meses atrás, era inquilina de uma casa na rua do Hipódromo, perto dali, mas não conseguiu arcar mais com os R$ 600 reais mensais de aluguel.

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Desempregada, a mãe de Derik Augusto, de 1 ano e 2 meses, viu como única solução voltar às ruas da maior cidade do País. "Já tinha morado na rua por cinco anos, até 2014, quando fui morar de aluguel, mas, como não consegui mais trabalhar, tive de voltar à rua."

Entra-se no local em que o grupo mora por meio de uma pequena porta. Do lado de fora, não dá para se ter uma noção da real dimensão da área, que abriga ao menos 15 famílias.

Na entrada, uma imagem do menino Jesus dá boas-vindas. Como está parcialmente danificada – os braços já estavam quebrados quando chegou ali – foi coberta com um paletó. A iniciativa, além de estética, tem relação com o frio, segundo os moradores: nas noites de inverno, as temperaturas ficam abaixo dos 10°C no local.

O espaço tem uma cozinha comunitária – em volta, há mesas onde algumas pessoas tomavam o café da manhã quando o repórter visitou o local. É nessa hora do dia, quando todo mundo já está acordado, que as tarefas começam a ser divididas: uns limpam a calçada do lado de fora, outros cuidam dos banheiros.

O casal Josilene, de 19 anos, e Jean Paul, de 23 anos, relata uma história parecida com a de Simone. A ex-vendedora, desempregada há três anos, e o ajudante geral contam que tiveram de desistir do aluguel de R$ 700 quando perderam o controle das contas atrasadas.

"O Leandro (bebê do casal) nasceu, e aí ficou pesado. Meu trabalho com carga e descarga não dá conta das despesas ultimamente. Mas, mesmo não pagando aluguel, eu tenho medo que me tirem daqui. Tenho até pesadelos com isso", diz o rapaz.

Por estarem ali há pouco tempo, as famílias de Simone e do jovem casal não entraram no último censo da população em situação de rua da cidade de São Paulo. Realizado em 2015, o levantamento da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) revela que, na capital paulista, existem pelo menos 15.905 pessoas em situação de rua – quase o dobro comparado a 2000, quando eram 8.706. A alta foi de 82%. Segundo a pesquisa, estão concentrados nas regiões da Sé, no Centro, Mooca, na Zona Leste, e Lapa, na Zona Oeste.

Os números são bem menores do que os de cidades como Nova York, onde o Departamento de Serviço para Desabrigados calcula haver 57 mil moradores de rua, a maioria dormindo em abrigos públicos. A população de São Paulo é 50% maior do que a da cidade americana. Mas há quem questione os números oficiais da capital paulista. Segundo esses observadores, o último censo está subestimado e na verdade haveria pelo menos 22 mil moradores de rua na cidade. Não estão contadas as pessoas, por exemplo, em instituições religiosas não conveniadas. O censo só teria contado quem está em barracas e não em barracos. Não contaram, ainda, as pessoas que moram em cemitérios como nos da Vila Formosa, da Quarta Parada e da Consolação. Também não teriam levado em conta os grupos que vivem no subsolo da cidade.

As pessoas não estão conseguindo pagar aluguel e vêm morar na rua. E os problemas econômicos afetam também os que já estavam nesses locais e sobrevivem como catadores, por exemplo. Com o consumo em baixa, diminuiu o número de embalagens recicláveis para eles coletarem. A chegada de pessoas de outros lugares, que vêm pra São Paulo a procura de emprego e não conseguem também acabam levando as pessoas às ruas, além dos que são postos para fora de casa pelas próprias famílias, porque não contribuem nas despesas diárias.

A Prefeitura diz que a pesquisa foi realizada, inclusive, em pontos de atração dessa população, como hospitais, postos de saúde, escolas, mercados e sacolões, cemitérios, terminais de transporte público e que também foram contabilizados moradores que viviam nos chamados "mocós", um tipo de buraco feito para servir como abrigo.

Quem vive nas áreas com mais moradores de rua afirma ter notado o aumento nos últimos meses. Nos fins de semana, quando a movimentação diminui na região central, é possível notar uma aglomeração de sem tetos em locais como o Largo de Santa Cecília, próximo ao bairro de Higienópolis, uma das áreas mais nobres da cidade. A designer Joana Gonçalves, que mora perto dali, conta que procura não circular sozinha à noite por medo de assaltos.
"Evito descer do metrô tarde da noite e, quando tenho de fazer isso, vou de táxi ou de Uber. Sei que a grande maioria dessas pessoas só pede ajuda: dinheiro pra comida e oferecem pequenos serviços nos sinais como limpeza dos para-brisas. Sei que a maioria não está aqui porque quer. Mas, num primeiro momento, isso assusta", diz.

Na verdade, só pouco mais da metade dos quase 16 mil moradores de rua oficiais consegue vaga nos centros de acolhimento da Prefeitura ou de outras instituições. De acordo com a Fipe, são 8.570 acolhidos dentro desse universo. A preocupação aumenta no inverno – neste ano, foram registrados casos de moradores de rua que teriam morrido de frio. O que se constata é que o serviço prestado pelo poder público não é suficiente.

De acordo com a Prefeitura, todos os serviços oferecidos têm regras, muitas delas discutidas em assembléia com quem usa esses locais, como o horário de entrada e saída, das refeições e de televisão por exemplo. Mas isso pode ser flexibilizado pela equipe técnica de cada local, de acordo com a rotina e necessidade das pessoas que convivem ali.

A Prefeitura explica que foram criadas novas modalidades de acolhimento para atender famílias, imigrantes e transexuais. No caso das famílias, seriam 360 vagas em dois serviços, o que inclui em alguns casos vagas em creche ou escola, atendimento médico e capacitação profissional, por meio de parcerias como o Pronatec, por exemplo – e encaminhamento para o emprego.
Também há um centro de acolhimento de imigrantes com 110 vagas e outro só para mulheres e seus filhos com capacidade para 80 pessoas.

Para os transexuais, há 30 vagas exclusivas numa casa instalada na região da Barra Funda, onde são oferecidos cursos, oficinas, palestras, além de pernoite, acompanhamento psicológico e refeições.

Vagas específicas que, para os especialistas, ajudam, mas que estão aquém da demanda e não resolvem o problema. O cientista político da Fundação Getúlio Vargas, Marco Antônio Teixeira, acredita que o modelo mais comum atualmente é assistencial, em vez de ser multidisciplinar.
"O que temos hoje é uma relação de conflito entre o poder público municipal e as diversas instituições que fazem um trabalho independente com esses moradores, como a Pastoral de Rua", diz.

"É preciso repensar este tipo de política pública e ter articulação com os diversos setores da sociedade. Hoje, a tendência do governo municipal é de administrar o problema, dar abrigo. Mas, e depois que eles saem, durante o dia?"

Para ele essa situação tende a piorar com a crise econômica. "É um efeito em cadeia. O crescimento está desproporcional. O limite pra quem não consegue arcar com as despesas e pagar aluguel, por exemplo, é a rua, não tem jeito", explica.

"Precisamos dar uma perspectiva para essas famílias, um outro tipo de assistência, um lugar e um sentido para essas pessoas. Essa falta de perspectiva pode alimentar ainda mais a violência na nossa cidade."

Do viaduto onde mora, Simone Kelly reforça as críticas: "Nós somos só números pra eles. Em alguns lugares, não somos chamados pelo nome. As regras que nos impõem hoje em dia são próximas das do sistema penitenciário".

Por isso, ela prefere ficar num espaço alternativo, debaixo do Viaduto Guadalajara. "Aqui, temos regras básicas de convivência entre as 15 famílias. Dividimos a limpeza, a cozinha é coletiva, e fazemos a 'vaquinha' para o gás. É um espaço de resistência, onde privilegiamos a autonomia de cada um."


Fonte: Texto modificado de original de Luciano Teixeira/BBC Brasil


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27/06/16, 22:34
MARGEM DE CONTRIBUIÇÃO - UMA IMPORTANTE INFORMAÇÃO PARA TOMADA DE DECISÃO E NEGOCIAÇÃO NOS SERVIÇOS DE SAÚDE.
O conhecimento dos custos e sua adequada gestão, caracteriza-se como uma informação que considero de extrema relevância se o objetivo é tomar decisões, como: negociação com operadoras, investimentos, expansão, etc. São muitos os desdobramentos que a informação de custo possibilita ao gestor, neste artigo vamos comentar sobre a “Margem de Contribuição”.

O Wikipédia tem uma ótima definição: 1) É quantia em dinheiro que sobra do preço de venda do serviço após retirar o valor do custo variável e as despesas variáveis. Esta quantia é que irá garantir a cobertura do custo fixo e gerar lucro. 2) Ela representa a margem que cada serviço vendido irá contribuir para a empresa cobrir todos seus custos e despesas fixas, chamados de custo de estrutura/suporte.

Antes de avançarmos precisamos definir outros conceitos:

Custo variável = Custos que se alteram na mesma proporção da variação do volume das atividade, correspondem aos insumos inerentes à produção, ou seja o custo variável só acontece caso haja produção (exemplo: consumo de medicamentos, materiais descartáveis, honorário médico (por produção), etc

Custo fixo = Custos que não são influenciados pela variação do volume de atividades, dentro de uma determinada capacidade, correspondem aos custos vinculados com a infra-estrutura, os custos fixos ocorrem mesmo que não haja produção, podemos citar como exemplo: os salários, alugueis, depreciação, contratos com terceiros, etc.

Como descrito acima a margem de contribuição é a diferença entre o preço de venda e o custo variável, por exemplo, um exame que é vendido para uma operadora pelo valor de R$ 50,00, e para realização do exame incidem os custos variáveis: filme, contraste, honorário do medico que realizou o exame e o laudo, totalizando R$ 28,00 , ou seja, (R$ 50,00 – 28,00 = 22,00) este exame gerou uma margem de contribuição no montante de R$ 22,00, ou 44%, que também justifica este nome (Margem de Contribuição) pois refere-se ao valor que este serviço contribuiu para cobertura dos custos fixos e geração de lucro.

É primordial deixar claro que margem de contribuição não é o lucro (o resultado final), mas no momento de uma negociação, tomada de decisão é um instrumento de suma importância, vamos para alguns exemplos:

Um Hospital obteve uma receita de R$ 100.000,00 na realização de um procedimento, os custos variáveis (materiais, medicamentos, órteses, próteses e honorários médicos) acumularam um valor de R$ 47.000,00, os custos fixos R$ 43.000,00, resultado final (lucro) = R$ 10.000,00. A diferença entre R$ 100.000,00 (-) R$ 47.000,00 chegamos a R$ 53.000,00 (ou 53% de margem de contribuição), valor que sobrou para cobrir os custos fixos e gerar lucro. Baseado nestes números podemos inferir que se o Hospital deseja pelo menos um lucro de 10% na realização deste determinado procedimento ele deve ter uma margem de contribuição de pelo menos 53%.

O Hospital realiza diversos tipos de serviços: vários exames diagnósticos, cirurgias, consultas, etc, bem como valores diferentes para cada serviço dependendo da negociação com a operadora, portanto as margens de contribuição tem uma grande variação. Seria ótimo se conseguíssemos que todos os serviços efetuados tivessem uma margem igual ou superior aos 53% (no caso do exemplo acima), todavia nem sempre isto é possível, já tive a oportunidade de ver situações com serviços que geram margens de 2% até 80% ou mais. Normalmente há serviços que geram margens bem inferiores a desejada, ocasionando um prejuízo para instituição, todavia é muito importante esclarecer que isso não quer dizer que devemos excluir este produto ou serviço, pois apesar de gerar prejuízos, ainda sobra alguma coisa na venda deste ítem para ajudar a pagar os custos fixos, exemplo: valor recebido pelo consulta R$ 45,00, repasse ao médico R$ 32,00, margem de contribuição: R$ 45,00 – R$ 32,00 = R$ 13,00 ou 29% de margem, como não atingiu a margem necessária (mais que 53%, continuando neste exemplo) para geração de lucro obviamente que vai amargar prejuízo, todavia, cada consulta gerará para clínica R$ 13,00 para contribuir na cobertura dos custos fixos. Só aconselha-se eliminar os serviços que não geram margem desejada caso a instituição esteja atuando a plena ocupação (sem nenhuma ociosidade), neste caso poderíamos deixar de atendar estes serviços para aumentar a produção de outros mais atrativos. O que é altamente recomendado é evitar ao máximo a ocorrência de produtos/serviços com margem negativa, pois isto significa que a instituição está prestando um serviço no qual terá que pagar para realiza-lo. Por exemplo: A operadora remunera por um determinado evento o valor de R$ 40,00, e para realização deste evento temos os seguintes custos variáveis: Medicação R$ 15,00, honorário do médico R$ 27,00, totalizando R$ 42,00, ou seja, na realização deste procedimento não sobrou nada para ajudar a pagar os custos fixos (estrutura da clinica) e o mais agravante, será necessário retirar (R$ 40,00 – R$ 42,00 = R$ - 2,00) R$ 2,00 de outro procedimento com margem positiva para cobrir o déficit gerado.

A margem de contribuição identifica o que realmente sobra para a empresa, ou seja se a instituição recebeu R$ 1.000,00 por um procedimento, pagou R$ 350,00 para o médico, gastou R$ 400,00 de medicamentos e materiais descartáveis, efetivamente sobrou R$ 250,00 para pagar salários, aluguel, depreciação, serviços de terceiros, etc. A margem de contribuição mostra de forma transparente quanto cada serviço gera de receita para a clínica. A Margem de contribuição é uma informação muito importante na hora de realizarmos negociações, pode ser um diferencial para análises de propostas.

Concluindo, afirmo que muitos segmentos usam o calculo da margem de contribuição para desenvolvimento de promoções, por exemplo: quando vemos as cias aéreas oferecendo passagens a valores bem inferiores em determinados horários e voos, é porque já realizaram pesquisas que em determinados horários e voos sobram acentos vazios, então caso um passageiro ocupe este acento pagando a metade do valor dos outros e sobrando alguma coisa para contribuir no pagamento do custos fixos (ou seja uma margem inferior a desejada, mas uma margem positiva) é vantagem para empresa, pois todo custo fixo (salários dos comissários e pilotos, estrutura, etc) já está dentro do avião, se o passageiro pagar R$ 100,00 para ocupar um acento que estaria vazio, excluindo o custo variável R$ 10,00 do lanche ainda sobra R$ 90,00 a mais para cobertura dos custos fixos, pode ser uma vantagem pequena se considerarmos um passageiro, mas imaginem quantos milhares de voos são vendidos desta forma por mês, no final a vantagem chega a milhões....

Afinal deixo a dica para desenvolvermos instrumentos que possibilitem conhecermos as margens de contribuição dos serviços prestados por operadora e desta forma ter condições de negociar melhor e oferecer descontos em espaços e períodos ociosos, e também conhecer quais são os itens mais atrativos no caso de termos que escolher um ou outro serviço.


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EDUARDO REGONHA
E-mail: eduardo@xhl.com.br

*Eduardo Regonha é Administrador, Diretor Executivo da XHL Consultoria, Doutor em Ciências – Custos em Oftalmologia, Pós-Graduado em Administração Hospitalar pela FGV-SP. Foi professor do Centro Universitário São Camilo, Fundação Unimed, FMUSP e UNIFESP


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19/02/16, 17:41
MAIS UMA LAMBANÇA DO GOVERNO FEDERAL: como agir diante das novas regras de ICMS da EC87
As novas regras de ICMS que passaram a vigorar neste mês de janeiro aumentaram a complexidade e a burocracia das vendas de produtos e serviços interestaduais para consumidores finais. As empresas que se prepararam para as mudanças tem conseguido dar continuidade às suas operações comerciais. Mesmo para estas empresas, no entanto, muitas dúvidas e questões restam ser esclarecidas.

O convênio do Confaz, que regulamentou a Emenda Constitucional 87, foi sendo modificado até os últimos dias de dezembro (recebendo sucessivamente as numerações 93, 152 e 183). Por fim, entrou em vigor de forma simplificada. A vigência das obrigações acessórias, que tornarão ainda mais complicadas as validações da nova NF-e, ficaram para julho próximo.

No novo regime ficou para o Contribuinte a responsabilidade do cálculo e da partilha entre Estado de Origem e Estado de Destino do ICMS a ser arrecadado. As possibilidades de erros são consideráveis. Só agora começam a ser definidas as formas de fiscalização, autuações e apreensão de mercadorias que, após o atual período de leniência, serão adotadas.

A inscrição dos Contribuintes nos cadastros das 27 unidades da Federação permite arrecadação mensal única. Mas obter essas inscrições de forma simplificada tem sido em vários casos, um problema desafiador. Nove Estados, que incluem Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, chegaram a pleitear neste início de ano um novo Convênio do Confaz para evitar o risco de fraudes que o sistema de inscrição simplificada pode possibilitar.
Outra questão chave que tem gerado controversas é a apuração da base de cálculo para o recolhimento, que requer o monitoramento das múltiplas alíquotas de ICMS em cada unidade da Federação.

Entre os enigmas que os Contribuintes estão obrigados a desvendar com a entrada em vigor da partilha, os mais difíceis e também de maior impacto referem-se a situações específicas. Quem conta com benefícios fiscais de ICMS em programas sem aprovação do Confaz, por exemplo, terá a sua carga majorada em todas suas vendas interestaduais, sendo que esta majoração será muito maior se São Paulo for o Estado de Destino.

Nos demais Estados esta majoração corresponde à parcela da tributação que o Convênio do Confaz reserva para o Estado de Destino. No caso de São Paulo, o Decreto 61.744/15, que regulamentou o Convênio do Confaz, determina a cobrança da carga tributária efetiva como alíquota interestadual, exigindo a diferença total entre esta carga e a alíquota interna, nos casos em que haja suposição de benefício de ICMS não aprovado pelo Confaz concedido pelo Estado de Origem.

O texto da EC 87, aprovado em abril de 2015, foi longamente debatido no Congresso Nacional como sendo uma legislação para o Comércio Eletrônico. Só nas fases finais da tramitação, o Ministério da Fazenda propôs a inclusão de outras modalidades de vendas interestaduais para consumidores finais, o que quase dobrou a sua abrangência, em relação às atividades de e-commerce. Talvez seja por este motivo que a entrada em vigor do Convênio do Confaz pegou mais desprevenidas as empresas que atuam em outras atividades. Muitas do setor de transporte interestadual de carga (empresas aéreas, ferroviárias, marítimas ou rodoviárias) foram surpreendidas no início do ano.

Independente do grau de preparação para as novas regras de ICMS da EC87, restam muitas questões a serem esclarecidas para qualquer empresa otimizar e dimensionar adequadamente a sua atuação diante do novo sistema de partilha tributária. As mudanças no regime de arrecadação podem ter forte impacto para as estratégias de logísticas e de localização de centros de distribuição.


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07/01/16, 11:27
Inflação para famílias de menor renda atinge 11,52%
Consequencia do desgoverno federal



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A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor - Classe 1 (IPC-C1), relativa às famílias de menor renda (entre 1 e 2,5 salários mínimos) fechou 2015 com alta acumulada de 11,52%, resultado que chega a ser 0,99 ponto percentual superior à variação do IPC-BR (que abrange famílias com rendimento entre 1 e 33 salários), cuja alta no ano passado foi de 10,53%.

Os dados relativos ao IPC-C1 foram divulgados hoje (6), pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre-FGV). Eles apontam que, em dezembro, a variação do indicador foi de 0,97%, taxa 0,09 ponto percentual abaixo da apurada em novembro, quando o índice registrou variação de 1,06%.

Em dezembro, o IPC-BR acusou variação de 0,88%, alta também inferior à taxa das famílias de maior renda. A diferença é decorrente do maior peso dos preços dos alimentos na composição do IPC-C1, que teve forte variação no ano passado.

Segundo informações da FGV, os alimentos fecharam 2015 com alta acumulada de 13%, a terceira maior para as famílias de baixa renda, ficando atrás apenas de habitação, com alta de 14,6%; e do grupo transportes (13,2%).

Já a queda de 0,09 ponto percentual de novembro para dezembro para a inflação das famílias de menor renda reflete uma retração de preços em quatro das oito classes de despesa componentes do índice.

O grupo alimentação fechou o último mês do ano com variação de 1,94%, uma desaceleração de 0,38 ponto percentual entre um mês e outro.

Mesmo encerrando dezembro com desaceleração de 2,45 pontos percentuais em relação a novembro, a cebola foi o produto do grupo alimentação que influenciou na alta, ao encerrar dezembro com elevação de 20,13%.

Habitação teve em dezembro alta de 0,34%, desacelerando em relação a 0,41% de novembro; comunicação passou de 0,65% para 0,06%; e transportes, de 0,83% para 0,79%.

Nestes grupos, os destaques partiram dos itens hortaliças e legumes (22,92% para 8,68%), tarifa de eletricidade residencial (0,41% para 0,09%), tarifa de telefone residencial (1,18% para 0%) e gasolina (2,95% para 1,29%), respectivamente.

Em contrapartida, fecharam com alta entre novembro e dezembro os grupos vestuário (0,37% para 1,04%), saúde e cuidados pessoais (0,40% para 0,49%), despesas diversas (0,10% para 0,17%) e educação, leitura e recreação (0,43% para 0,90%).

Nestas classes de despesa, destacam-se os itens: roupas (0,24% para 1,30%), medicamentos em geral (-0,02% para 0,18%), cartão de telefone (1,89% para 2,36%) e salas de espetáculo (0,42% para 2,14%).


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13/12/15, 23:32
MÉDICOS SE MANIFESTAM A FAVOR DO IMPEACHMENT
São muitos e gravíssimos os fatos que cercam a condução recente de nosso País. O aparelhamento das instituições e da administração a contamina gravemente. A corrupção se alastra e será incontrolável sem reação firme de nossa sociedade.

Já não mais nos surpreendemos com denúncias e prisões. Vemos comprometidos nosso presente e o futuro de nossos filhos. Foram ultrapassados os limites do tolerável. Basta!

A Associação Paulista de Medicina não pode nem deve se manifestar de forma partidária. Entretanto, seus diretores, como cidadãos, entendendo que representam o pensamento da vasta maioria dos colegas médicos do estado de São Paulo e conhecedores da expressão da vontade de seus colegas dos demais estados brasileiros, manifestam-se energicamente a favor da abertura do processo de impeachment, hoje em discussão no Congresso Nacional.


ADEMAR ANZAI, diretor de Marketing
AKIRA ISHIDA, 4º vice-presidente
ALFREDO DE FREITAS SANTOS FILHO, diretor Social
ÁLVARO NAGIB ATALLAH, diretor Científico adjunto
AMILCAR MARTINS GIRON, diretor de Comunicações adjunto
CARLOS ALBERTO MARTINS TOSTA, 1º diretor de Patrimônio e Finanças
CHRISTINA HAJAJ GONZALEZ, diretora Social adjunta
CLAUDIO ALBERTO GALVÃO BUENO DA SILVA, 2º diretor de Patrimônio e Finanças
CLÓVIS FRANCISCO CONSTANTINO, diretor de Previdência e Mutualismo adjunto

DONALDO CERCI DA CUNHA, 2º vice-presidente
FLORISVAL MEINÃO, presidente

HELENCAR IGNÁCIO, 8º diretor Distrital
IVAN DE MELO ARAUJO, diretor de Comunicações
JOÃO CARLOS SANCHES ANÉAS, diretor de Serviços aos Associados adjunto
JOÃO SOBREIRA DE MOURA NETO, diretor de Defesa Profissional
JOSÉ LUIZ GOMES DO AMARAL, diretor Cultural adjunto

LACILDES ROVELLA JUNIOR, diretor Administrativo
MARA EDWIRGES ROCHA GÂNDARA, diretora de Eventos
MARGARETE ASSIS LEMOS, 9ª diretora Distrital
MARLY APARECIDA LOPEZ ALONSO MAZZUCATO, diretora de Economia Médica adjunta
MARUN DAVID CURY, diretor de Defesa Profissional adjunto

PAULO ANDRADE LOTUFO, diretor Científico
PAULO CEZAR MARIANI, secretário-geral
PAULO DE CONTI, 3º vice-presidente
PAULO TADEU FALANGHE, diretor de Previdência e Mutualismo

REGINA MARIA VOLPATO BEDONE, diretora de Eventos adjunta
ROBERTO DE MELLO, diretor Administrativo adjunto
ROBERTO LOTFI JR, 1º vice-presidente
TOMAS PATRICIO SMITH-HOWARD, diretor de Economia Médica
VERA LUCIA NOCCHI CARDIM, diretora de Serviços aos Associados


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